Comunicados

FUNCIONÁRIOS E SINDICATO TINHAM RAZÃO!

ACABARAM AS REVISTAS AOS COLEGAS DO TRIBUNAL DO SEIXAL!

Conforme consta no comunicado hoje distribuído no Tribunal do Seixal, os funcionários daquele tribunal passam a entrar no tribunal sem se sujeitarem às medidas de revista a que estavam sujeitos, arbitrariamente, no decurso do julgamento do processo da denominada «Máfia Brasileira».

Assim se conclui que os funcionários daquele tribunal tinham razão na sua indignação e justificou-se o protesto que assumiram publicamente na passada segunda-feira.

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FALECEU ANTÓNIO MATOS, VICE-PRESIDENTE DO SFJ

Com enorme pesar, o SFJ comunica que faleceu esta madrugada o nosso colega António Matos, vitima de doença.

António José Abrantes Matos, 58 anos de idade, exercia actualmente os cargos de vice-presidente do SFJ e de Coordenador da Regional de Lisboa. Oficial de Justiça de mérito reconhecido, exerceu nos últimos anos as suas funções nas Vara Criminais de Lisboa, como técnico de justiça principal.

Nesta hora de tristeza apresentamos as nossas sentidas condolências à sua Família, com quem partilhamos a dor da partida abrupta de um homem que sempre nos contagiou com a sua alegria e enorme vontade de viver.

Assim que possivel daremos informação sobre o funeral do nosso colega.

A Direcção Nacional do SFJ


Nota sobre a Greve de 6 de Maio

O SFJ tem vindo a ser alertado para algumas situações anómalas que têm vindo a ocorrer durante esta semana e que se ligam à greve da próxima sexta-feira, dia 6 de maio.
Situações que vão desde a solicitação para se não se fazerem «conlusos» os processos, à indicação para as secções contactarem as partes, por telefone, adiando sine die as diligências marcadas para esse mesmo dia 6 de Maio.
Mas e a causar mais estranheza a este sindicato, é o facto de haver juízes presidentes a solicitarem a indicação por escrito, dos funcionários que irão aderir à greve, advertindo que a resposta se reveste de carácter obrigatório.
Ora, tal solicitação é ilegal e não deve ser acatada. Os senhores Juízes, mais do que outros responsáveis, estão obrigados a observância da lei pelo que muito se estranha tais procedimentos.
A greve é um direito e não obriga á comunicação prévia dos trabalhadores a ninguém.
Afim de o SFJ tomar as medidas necessárias e adequadas, solicitamos, em especial aos Delegados Sindicais, que nos dêem nota destas e de outras situações anómalas que ocorram nos respectivos serviços.
Por fim lembramos que no caso de haver indicação para serviços minimos, os mesmos apenas devem ser assegurados nos serviços que sejam materialmente competentes e apenas quando não haja funcionários que não tenham aderido á greve.

Informação Sindical - 26 de Abril de 2011

Por solicitação nossa reunimos com o Senhor Director Geral, com o intuito de esclarecermos algumas questões, propor a rectificação de outras e apresentar algumas propostas, a nosso ver exequíveis mesmo considerando o actual período de gestão governamental em que nos encontramos.

Quanto aos descontos indevidos que foram feitos sobre o valor dos retroactivos pagos este ano, mas referentes ao ano de 2010, fomos informados que a DGAJ, analisou a reclamação apresentada por este Sindicato, e concluiu pela nossa razão pelo que vai repor a situação. Valeu a pena reclamar!

No que respeita aos retroactivos ainda em dívida, fomos informados que os mesmos se encontram cabimentados no orçamento da DGAJ para este ano, mas não existe uma previsão para o pagamento dos mesmos pois não há de momento disponibilidade financeira. No entanto, a DGAJ manifestou total empenho para que a devida regularização se concretize nos próximos meses.

Considerando a actual situação financeira do País, questionamos objectivamente o Senhor Director Geral sobre a efectiva disponibilidade relativamente ao pagamento de vencimentos, tendo o mesmo garantido que não se coloca essa questão e que existe disponibilidade para assegurar o seu regular pagamento.

Quanto às irregularidades que se continuam a verificar no processamento das folhas de vencimento, em se constatam diversos erros materiais, cuja rectificação se impõe, o Senhor Director Geral solicitou que os lesados apresentem à DGAJ as situações em concreto que serão analisadas e posteriormente, rectificadas, quando for caso disso.

Informou ainda que estavam em processo de regularização dos pagamentos aos fornecedores, cuja falta estava a provocar graves constrangimentos ao funcionamento das secretarias.

No que concerne aos movimentos, assegurou a realização dos movimentos estatutariamente previstos não podendo contudo assegurar que dos mesmos constem promoções. Refutamos esta posição, acentuando a impossibilidade de funcionamento normal dos serviços sem que sejam preenchidos os lugares de chefia. Acresce que continuamos a defender que houve uma indevida aplicação das regras de contenção relativamente à não existência de promoções no movimento ordinário de Novembro de 2010, tendo o Senhor Director Geral informado que aguarda parecer solicitado ao Ministério das Finanças (DGAEP).

Ainda relativamente a este movimento, mais uma vez aconselhamos os colegas que se sintam prejudicados, que devem agora, após a publicação, interpor recurso hierárquico para o MJ, cuja minuta aqui se disponibiliza. Paralelamente, este Sindicato vai interpor acção visando a impugnação do movimento no que respeita á não realização das promoções, tanto mais que tal facto constitui um desperdício de dinheiro dos contribuintes atendendo ao prazo de caducidade dos concursos de acesso às categorias de Escrivão de Direito e Técnico de Justiça Principal.

Questionámos a não aplicação de forma correcta dos subsídios previstos na lei da parentalidade, chamando a atenção que da aplicação do regime de convergência não pode resultar qualquer prejuízo para os beneficiários.

Por fim abordamos a actual situação do COJ, manifestando a nossa preocupação e indignação. Preocupação pela descredibilização que o mesmo tem vindo a sofrer nos últimos anos. E indignação pela forma como o mesmo tem sido dirigido com evidentes atitudes e acções de desconsideração para com o corpo inspectivo e os vogais eleitos pelos oficiais de justiça.

Neste sentido exigimos respeito pelos inspectores e vogais, o que não tem sucedido nos últimos tempos. O COJ é um órgão colegial e democrático e não pode continuar a funcionar numa lógica de autoritarismos e sectarismo com os quais jamais pactuaremos.

Assim, continuamos a exigir uma clarificação da actuação do COJ, designadamente ao nível da sua direcção, pugnando pela credibilidade de um órgão que foi e é uma conquista dos oficiais de justiça sendo também uma entidade que deve ter os meios adequados a garantir um serviço de qualidade, indispensável ao bom funcionamento da máquina judiciária.

Considerando que se mantém os ataques à função pública, e outros se anunciam ainda mais gravosos, embora neste momento não tenhamos um interlocutor governamental válido, impõe-se manter uma atitude que permanentemente expresse a força do nosso descontentamento e protesto.

Por isso este Sindicato adere, naturalmente, à Greve marcada para o próximo dia 6 de Maio, decretada pela Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública, de que fazemos parte, apelando por isso a TODOS os Funcionários Judiciais a aderirem a essa jornada de luta e protesto.

 

O Secretariado do SFJ

 

 

Informação Sindical - 5 de Abril de 2011

Foi hoje publicado do Diário da República (Aviso (extracto) n.º 8296/2011. D.R. n.º 67, Série II de 2011-04-05) o Movimento de Oficiais de Justiça referente ao mês de Novembro de 2010.
Como já era, infelizmente, esperado, não foram levadas em consideração os alertas que fizemos através de várias diligências, quer junto da DGAJ quer junto do Ministério, e em que este sindicato pugnou para que o Movimento de Novembro fosse realizado sem ser sujeito às restrições impostas pelo OE 2011.
Note-se que, conforme informamos (IS de 29 de Março), na reunião com Ministro da Justiça no passado dia 22 esta questão foi apresentada tendo o SFJ solicitado a sua intervenção directa.
Assim, vamos agora dar entrada a acção judicial visando salvaguardar os legítimos interesses de um número elevado de colegas que foram, objectivamente, prejudicadas, por uma interpretação extensiva e errada das normas legais.
Convém salientar que em causa está também a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, pois que a falta de preenchimento dos lugares de chefias nas secretarias judiciais e serviços do MºPº, contribuem para uma crescente diminuição da qualidade e eficácia da administração da justiça, em períodos conturbados como o que vivemos, onde a Justiça tem de ser motor e não entrave ao desenvolvimento.
Aliás, esta foi uma das questões que foi analisada pelo Conselho Nacional que reuniu em Coimbra no passado dia 2 de Abril.
Nesta reunião, que contou com a presença de 79 conselheiros, de todo o País, foram analisados e aprovados os seguintes documentos:
Relatório de Actividades e Contas 2010, Plano de Actividades e Orçamento para 2011 (os quais podem ser consultados aqui). Foi ainda analisada a actual situação política decorrente da demissão do Governo e da próxima realização de eleições.
De forma unânime foi considerado que a falta de funcionários e de meios nos Tribunais coloca em causa o normal andamento da administração da justiça, impondo-se, mesmo com um governo de gestão, que sejam feitos os reforços orçamentais necessários para assegurar o funcionamento em níveis de um mínimo de condições das secretarias judiciais e dos serviços do MºPº.
O CN mandatou o Secretariado para solicitar uma reunião ao Director-geral, exigindo o esclarecimento e a resolução de algumas questões de âmbito administrativo, nomeadamente as relacionadas com os cortes nos vencimentos.
O Conselho decidiu ainda realizar o 6º. Congresso nacional do SFJ em Novembro próximo em local ainda a designar.

 

O Secretariado do SFJ

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