No seguimento do seu projecto formativo, o SFJ vai levar
a cabo a realização de mais 32 acções de formação distribuídas pelas regiões
Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo.
Seguindo o modelo adoptado cada acção
será um binómio composto por um módulo da área comportamental e um módulo da
área processual, tendo cada acção a duração total de 60 horas.
Os locais de
formação serão definidos de acordo com a preferência dos inscritos, sendo cada
grupo composto por 14 formandos.
Áreas com inscrição aberta,
até ao próximo dia 17 de Setembro:
Região Norte
Área
Comportamental + Custas Judiciais
Área Comportamental + Direito Processual
Penal
Área Comportamental + Direito Processual
Civil
Região Centro
Área Comportamental + Custas
Judiciais
Área Comportamental + Direito Processual Penal
Região
Lisboa e Vale do Tejo
Área Comportamental + Custas Judiciais
Área Comportamental +
Direito Processual Penal
Área Comportamental +
Direito Processual Civil
Nos últimos dois meses o SFJ teve
várias reuniões de trabalho com uma
equipa da DGAJ dirigida pela Sr.ª Subdirectora-geral, tendo em vista a
elaboração de um documento de trabalho a apresentar ao Ministério da Justiça no âmbito da revisão do Estatuto dos Funcionários
Judiciais (EFJ).
Como questão prévia à análise e discussão das
eventuais alterações ao referido Estatuto este Sindicato chamou mais uma vez a
atenção para a necessidade da integração no vencimento, do suplemento de 10%
Reiteramos a nossa posição que ao actual EFJ
bastam algumas alterações para que seja um instrumento válido na dignificação
da nossa carreira e, simultaneamente, uma ferramenta eficaz em termos de gestão
de recursos humanos.
Assim, voltamos a considerar que o aumento da
exigência de ingresso, a reestruturação das categorias da carreira e a
consequente requalificação dos conteúdos funcionais são essenciais para uma
resposta eficiente às novas exigências.
Também um maior rigor nos procedimentos de
acesso, indispensáveis para a existência de chefias capazes de responderem
cabalmente às novas exigências é um aspecto que, responsavelmente, defendemos.
Reforçamos a ideia da necessidade de uma
estratégia formativa adequada, como garante do bom desempenho dos profissionais
nos seus postos de trabalho, face às constantes alterações das regras
processuais bem como das ferramentas tecnológicas disponibilizadas.
Propusemos a criação de bolsas de oficiais de
justiça, como forma de responder eficientemente às necessidades de reafectação
de funcionários em situações de urgência. Estas bolsas, preenchidas em sede de
movimento, teriam uma área territorial mais alargada e coexistiriam com a
actual forma de afectação a uma secretaria específica.
Após esta audição do SFJ, a DGAJ
elaborará agora uma proposta de alterações a submeter à consideração da
Secretaria de Estado que, depois de revista e ratificada, será então enviada
aos Sindicatos como anteprojecto de alteração ao Estatuto, iniciando-se então a
devida fase negocial. Neste particular alertámos desde logo, que não
aceitaríamos que a referida negociação decorresse no período de férias
judiciais por razões óbvias. Todavia esperamos o envio do respectivo documento
ainda durante o mês de Agosto.
Estivemos também reunidos com o Secretário de Estado da
Justiça e da Modernização Judiciária, sobre a nova estratégia de informatização
dos tribunais. Nesta reunião, para além de várias propostas, realçámos o
papel preponderante desempenhado pelos oficiais de justiça no desenvolvimento
de soluções de tramitação electrónica dos processos que, afinal constituem o
único suporte informático funcional existente até hoje nos tribunais e que tão
útil tem sido.
Estivemos também presentes na reunião de Julho do Conselho Consultivo
da Justiça. Em debate, as propostas de alteração ao Regime da Acção Executiva e
dos efeitos do PEC na Justiça.
Quanto à Acção Executiva o
Governo reconheceu, ao fim de 7 anos (?!), que "fez asneira". De facto ao
retirar as execuções dos tribunais, estas não ficaram mais eficazes e muito menos
mais baratas para o cidadão. Pelo contrário.
Agora tenta-se, de uma forma
envergonhada, emendar o erro.
A proposta apresentada prevê o
"regresso" para a competência dos oficiais de justiça de títulos executivos que
estão agora na esfera exclusiva dos solicitadores de execução.
Naturalmente que, desde logo,
chamamos a atenção para a necessidade de reforço do quadro de funcionários e
respectiva formação especifica, bem como a criação de secretarias de execução
por todo o País.
Quanto aos efeitos do PEC na
Justiça, interpelamos directamente o Sr. Secretário de Estado sobre eventuais
efeitos relativamente à admissão de novos funcionários para os tribunais, tendo
o mesmo referido que tem bem a noção da "assustadora" carência de oficiais de
justiça, pelo que o Ministério da Justiça espera que o Governo (leia-se
Ministério das Finanças) descongele brevemente novas admissões.
Depois de várias interpelações
nossas, aguardamos informação concreta da DGAJ, relativamente ao pagamento das mudanças de escalão remuneratório.
Obviamente que não está em causa o respectivo direito adquirido, mas o atraso
no devido pagamento, nalguns casos de vários meses, é incompreensível.
Durante este mês, e até meados de
Setembro, o sindicato tem em aberto
inscrições para formação em várias áreas, designadamente em Processo Civil,
Processo Penal e Custas. Os locais para realização das acções estão dependentes
da existência de um mínimo de 14 formandos em cada local. Em breve estará
disponível na nossa página o formulário de inscrição.
O SFJ, estabeleceu protocolo com o Instituto Superior Bissaya Barreto (ISBB)
que garante aos seus associados e familiares melhores condições de pagamento
nos cursos ministrados naquela prestigiada entidade do ensino superior sedeada
em Coimbra.
Foi igualmente assinada um
protocolo com o Barclays Bank que garante melhores condições aos associados do
SFJ no acesso aos serviços desta instituição financeira.
A terminar, porque o tempo é de
férias e os oficiais de justiça bem as merecem, BOAS FÉRIAS a todos!
O SFJ comunica a todos os associados que faleceu no dia 30 de Julho de 2010, o Dr. José Mendonça, vítima de doença.
Antigo oficial de justiça e associado deste sindicato, José Mendonça licenciou-se em direito e, como advogado, passou a colaborar com o SFJ na defesa dos direitos dos seus ex-colegas, numa ligação de mais de vinte anos.
Nesta hora de tristeza apresentamos as nossas sentidas condolências à sua Familia, com quem partilhamos a dor da partida abrupta de um homem que sempre disse continuar a ser um dos nossos.
O Secretariado
Fernando Jorge, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), o maior do sector, entende que a viabilidade da proposta exige a entrada de 600 a 800 novos funcionários. "Já tendo em conta o Plano de Estabilidade Económico", frisou. Mas, observou, seria errado atirar as acções executivas para os tribunais, misturando-as com outros processos.
Os tribunais vão voltar a ter mais controlo sobre a actividade. O ministro da Justiça, Alberto Martins, justifica estas mudanças com o facto de existirem mais de 1,2 milhões de processos pendentes e tantos processos disciplinares.
1. A falta de credibilidade da justiça portuguesa está a tornar-se muito preocupante. As pessoas conscientes começam a sentir isso de forma irreversível. Ora a justiça, no sentido mais amplo do termo, isto é, todo o processo judicial - juízes, Ministério Públi- co, Polícia Judiciária, advogados, solicitadores, funcionários judiciais -, é o pilar fundamental do nosso Estado de direito, tal como o define a Constituição, e uma das bases principais da nossa democracia. Se perde credibilidade, como tem vindo, repetidamente, a acontecer, é a própria democracia que entra em risco. O que é extremamente grave porque deixa de estar segura a nossa liberdade, como cidadãos livres de um país livre, desde a Revolução dos Cravos.
1. A falta de credibilidade da justiça portuguesa está a tornar-se muito preocupante. As pessoas conscientes começam a sentir isso de forma irreversível. Ora a justiça, no sentido mais amplo do termo, isto é, todo o processo judicial - juízes, Ministério Públi- co, Polícia Judiciária, advogados, solicitadores, funcionários judiciais -, é o pilar fundamental do nosso Estado de direito, tal como o define a Constituição, e uma das bases principais da nossa democracia. Se perde credibilidade, como tem vindo, repetidamente, a acontecer, é a própria democracia que entra em risco. O que é extremamente grave porque deixa de estar segura a nossa liberdade, como cidadãos livres de um país livre, desde a Revolução dos Cravos.
Freeport. Pinto Monteiro acusa Sindicato dos Magistrados do MP de actuar "como pequeno partido político" e garante que enquanto magistrado nunca leu um despacho como o dos procuradores Paes Faria e Vítor Magalhães. O PGR diz que é tempo de o poder político, seja ele qual for, decidir se pretende um MP autónomo ou "o actual simulacro".